quinta-feira , 19 setembro 2019

Home » Notícias » Destaque » Epidemias que ameaçam brasileiros trazem reflexão sobre investimento público em combate ao fim desses perigos

Epidemias que ameaçam brasileiros trazem reflexão sobre investimento público em combate ao fim desses perigos

A trágica epidemia de bebês com microcefalia é um dos reflexos dessa situação de crise para a saúde dos brasileiros.

Um mosquito, milhares de dúvidas e medo. Há anos que o Aedes Aegypti ameaça a população brasileira com a transmissão da dengue. Agora, novas formas de vírus transmitem doenças com efeitos perigosos e ainda não totalmente conhecidos. A preocupação com os efeitos das doenças transmitidas por esse mosquito triplicou: dengue, zika vírus, chikungunya. A trágica epidemia de bebês com microcefalia é um dos reflexos dessa situação de crise para a saúde dos brasileiros. Há ainda a síndrome de Guillain-Barré que vem sendo associada ao zika vírus. No cerne desse problema está também a ausência de investimento suficiente para o combate ao mosquito vetor dessas doenças. Se não houver uma política permanente e persistente no combate a endemias, o Brasil vai seguir nessa perigosa ciranda, tendo que lidar com os efeitos perversos da falta de ação efetiva capaz de sanar de vez o problema.

Servidores da Funasa que estavam com férias programadas para o mês de janeiro foram convocados de volta ao trabalho. Ainda que o problema exija urgências, apagar incêndios não consegue ser 100% eficiente no combate de endemias e epidemias que já eclodiram. Atacar as causas é sempre mais eficiente que combater os efeitos. Dessa forma, a Condsef e suas filiadas, que representam servidores que atuam nessa frente, sempre alertaram para a importância de se valorizar esse trabalho que deve ser feito ao longo de todo o ano, não apenas nos meses chuvosos quando o mosquito tem maiores condições de se proliferar.

Outro fato é que o Ministério da Saúde está sempre na lista dos que mais sofrem com a redução de recursos quando há imposição de cortes em verbas públicas. É preciso que o governo reveja prioridades e estabeleça o resgate de ações públicas que são simplesmente imprescindíveis à população. É inadmissível que ainda tenhamos que enfrentar os perigos decorrentes da picada de mosquitos. Passou da hora de União, Estados e Municípios encararem a necessidade de investir no combate sério a esses e outros males que ameaçam a todos nós.

O drama dos intoxicados – O sucateamento de órgãos e políticas públicas equivocadas mantém o Brasil na rota de doenças transmitida por vetores encontrados na natureza. Nessa história de combate a endemias, servidores da Funasa, extinta Sucam, foram determinantes no combate a diversas doenças que já ameaçaram muito a população brasileira como a malária, febre amarela, doença de chagas, e outros. Chegaram a erradicar muitas doenças. Inclusive, resultado da ausência de proteção adequada para manusear produtos tóxicos usados nesse trabalho de combate, muitos desses servidores hoje vivem um drama pessoal. Perderam a saúde; centenas já perderam a vida, para proteger a saúde de muitos brasileiros. Há uma luta para que o Estado reconheça que essas são doenças laborais e que ajude no tratamento desses inúmeros servidores. O caso já foi, inclusive, reconhecido como questão humanitária.

Evidente que há também, especialmente neste caso do Aedes Aegypti, a necessária e fundamental cooperação da população. As ações para afastar os focos da doença também passam pela responsabilidade de cada indivíduo. No entanto, quando este se torna um problema de saúde pública, o Estado deve agir de forma contundente. Para isso, é urgente investir em tecnologia. Há estudos, muitos já realizados e testados em universidades federais, que se mostram eficientes no combate ao vetor dos vírus da dengue, zika e chikungunya. Também é preciso qualificar e investir em profissionais para o controle permanente, até que esta deixe de ser uma ameaça tão perigosa e de efeitos tão perversos.

O que não podemos é permitir que um mosquito ameaçasse uma geração de brasileiros. Brasileiros que já estão nascendo com a necessidade de enfrentar e superar obstáculos; fruto de um Estado ineficiente.

Epidemias que ameaçam brasileiros trazem reflexão sobre investimento público em combate ao fim desses perigos Reviewed by on . Um mosquito, milhares de dúvidas e medo. Há anos que o Aedes Aegypti ameaça a população brasileira com a transmissão da dengue. Agora, novas formas de vírus tra Um mosquito, milhares de dúvidas e medo. Há anos que o Aedes Aegypti ameaça a população brasileira com a transmissão da dengue. Agora, novas formas de vírus tra Rating: 0