Descartado por Bolsonaro, reajuste em auxilio-alimentação do Executivo é necessário

Data da postagem: 18/01/2023


Em julho de 2022 houve sinalização de aumento do auxílio-alimentação. A medida seria um paliativo após o governo Bolsonaro não conceder o reajuste de 5% nos salários de todo o funcionalismo público, mas foi descartada pelo ex-presidente


 Públicado: 17/01/2023   Compartilhar: 

   


Sindsep-PE

Enquanto o ex-presidente Jair Bolsonaro gastou em média R$ 6.243,29 nos cartões corporativos da Presidência da República, só com alimentação, em cada fim de semana dos quatro anos de mandato. O auxílio-alimentação destinado aos servidores e servidoras públicos do Executivo Federal corresponde ao valor de R$458 mensais, congelado desde o ano de 2018.

Em julho de 2022 houve uma sinalização de aumento do auxílio-alimentação dos servidores. A medida seria um paliativo após o governo Bolsonaro não conceder o reajuste de 5% nos salários de todo o funcionalismo público, descartado pelo ex-presidente.

A promessa seria elevar o auxílio de R$ 458 para R$ 900, e não foi cumprida devido a LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal), que impede qualquer reajuste no último semestre de um governo, e também devido a escolha do ex-presidente em destinar recursos para o orçamento secreto e medidas eleitoreiras, como o aumento do Auxílio Brasil, do vale gás e a criação do auxílio para caminhoneiros autônomos.

Sem reajuste salarial e com o auxílio alimentação congelado há 5 anos, os servidores e servidoras do Executivo Federal sofrem para sobreviver dignamente. Vale destacar que entre os Três Poderes, o valor do auxílio-alimentação para servidores do Executivo é o mais defasado. Enquanto a categoria recebe R$ 458 mensais, no Judiciário, o benefício é de R$ 910 mensais. Já no Tribunal de Contas da União (TCU), essa cifra chega a R$ 1.011 por mês. Na Câmara e no Senado Federal o auxílio é de R$ 982.


Por Condsef/Fenadsef