Centrais debatem repactuação da reforma trabalhista

Data da postagem: 18/01/2023


Representantes de várias categorias pedem também garantia de uma política para recomposição do salário mínimo logo no início do novo governo

Por João Valadares e Matheus Schuch, Valor — Brasília

01/12/2022 14h52  Atualizado há um mês



As centrais sindicais comunicaram ao presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva, durante reunião nesta manhã, em Brasília, que querem uma repactuação de alguns pontos da reforma trabalhista e a garantia de uma política para recomposição do salário mínimo logo no início do novo governo. No encontro, representantes de várias categorias foram unânimes em afirmar que não querem a volta do imposto sindical, mas que é preciso encontrar uma nova forma de custeio.

O presidente da UGT, Ricardo Patah, que integra o grupo técnico de trabalho e previdência, afirmou que alguns pontos da reforma trabalhista, a exemplo do trabalho intermitente e das negociações diretas entre patrões e empregados sem participação dos sindicatos, precisam ser revistos.

“Deixamos claro de forma unificada que o movimento sindical não quer a revogação da reforma trabalhista e também não quer a volta do imposto sindical, mas há pontos que precisamos repactuar”, disse.

Patah disse acreditar que o presidente Lula, logo no início do mandato, vai desenhar uma nova política para o salário mínimo. “Colocamos que é importante ter a política de salário mínimo para voltar ao que era, com a recuperação ligada à inflação e adicionando mais aquilo que o Brasil cresceu nos dois últimos anos”, declarou.


Por Valor