Grã-Colômbia: sob ofensiva dos EUA, Petro propõe confederação de estados autônomos na América Latina

Data da postagem: 12/01/2026

Presidente colombiano voltou a propor integração nos moldes de Simón Bolívar, em momento de agressões de Trump na região

Fortaleza (CE)

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro

Presidente da Colômbia, Gustavo Petro, voltou a propor integração latino-americana

| Crédito: HANDOUT / COLOMBIA'S PRESIDENCY PRESS OFFICE / AFP

O presidente colombiano, Gustavo Petro, voltou a propor a união de vários países latino-americanos para a formação da Grã-Colômbia, revivendo a ideia de Simón Bolívar. Em sua conta no X, nesse sábado (10), Petro publicou um mapa com a indicação da região e escreveu: “Proponho, por voto constituinte da população, a construção de uma confederação de nações autônomas”.

O bloco incluiria países como Venezuela, Equador, Panamá, além de partes do Peru, da Costa Rica e da Guiana. “Teríamos políticas comuns sobre assuntos propostos pelo povo. Sem dúvida, isso incluiria uma política comercial focada na industrialização e no cumprimento de nosso papel geográfico como centro do mundo e da América Latina”, disse o mandatário colombiano.

A confederação, na proposta de Petro, teria um parlamento da Grã-Colômbia, um tribunal de Justiça e um conselho governante, semelhantes aos da União Europeia ou dos Estados Unidos. “Teríamos também potencial para o turismo e a conectividade global”, acrescentou.

Diálogo com EUA

O presidente colombiano confirmou que irá a Washington para se reunir com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Em entrevista à CBS News, no sábado (10), Petro disse que o motivo da viagem aos Estados Unidos era “para impedir uma guerra mundial”.

Ele disse ainda que concorda com a política antidrogas de Trump desde que seja baseada no respeito à soberania nacional. A declaração foi feita em postagem nas redes sociais e divulgada pela imprensa colombiana.

“Estou de acordo com ela, com base no respeito à soberania nacional”, disse Petro, destacando que é preciso “duplicar ou triplicar” a luta contra as organizações de narcotráfico, atingindo líderes, finanças e promovendo a apreensão maciça de mercadorias ilícitas.

A visita, segundo informou Trump na sexta-feira (9), deve ocorrer na primeira semana de fevereiro. “Tenho certeza de que [a visita] será muito boa para a Colômbia e para os Estados Unidos, mas a cocaína e outras drogas devem ser impedidas de entrar nos Estados Unidos”, escreveu o presidente estadunidense na plataforma Truth Social.


Aparando as arestas

Em meio à escalada retórica de Washington contra Bogotá, Gustavo Petro e Donald Trump mantiveram uma conversa por cerca de uma hora por telefone na quarta-feira (7).

O tensionamento entre os dois países não é uma novidade, mas escalou desde o sequestro do presidente Nicolás Maduro pelo governo dos Estados Unidos e os bombardeios realizados em Caracas, no sábado (3), quando Petro saiu em defesa da Venezuela.

No dia seguinte ao ataque, Trump disse que não descartava realizar uma ação nos mesmo moldes contra a Colômbia. “Me soa bem”, afirmou, ao ser perguntado por jornalistas sobre a possibilidade. Na ocasião, ele também atacou diretamente o presidente Petro. “A Colômbia também está muito doente, governada por um homem doente, que gosta de produzir cocaína e vendê-la aos Estados Unidos.”

* Com informações de Brasil 247 e AFP


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Editado por: Monyse Ravena

Por Brasil de Fato